domingo, 12 de março de 2017

Indicação de leituras


A paz dura pouco, de Chinua Achebe

Resolvi começar essa seção com o uns dos clássicos desse magnífico autor nigeriano que  de forma muito simples nos leva à um viagem fabulosa sob o povo africano, especificamente o nigeriano .
Na década de 50 do século XX , a Nigéria vive os últimos tempos da ocupação britânica dividida entre as promessas da modernidade e os vínculos étnicos que compõem o tecido social africano. Nesse contexto, o  jovem Obi Okonkwo,  personagem central da obra recebe uma bolsa para cursar Direto em Londres. Lá, abandona a faculdade  para se dedicar ao estudo da língua inglesa, e sonha libertar sua terra da inércia cultural, do racismo dos estrangeiros e da exploração e principalmente da corrupção que se apresenta principalmente em favorecimentos mediados por laços familiares e tribais africanos. Porém ao retornar, sua terra natal se revela diferente da imagem guardada na memória. Obi consegue um emprego no governo e se depara com a tentação das ofertas de suborno ou favores sexuais que permeiam todas as instâncias de administração pública. Aos poucos, o rapaz se enreda em dívidas, contraria as convicções familiares, debate-se com acontecimentos dramáticos no romance com a mulher que conheceu em Londres e se vê confrontado pela decepção dos que viam nele uma personalidade proeminente com um futuro brilhante.

Tenha uma ótima leitura !





 
A EDUCAÇÃO DE UMA CRIANÇA SOB O PROTETORADO BRITÂNICO
Chinua Achebe

Os ensaios aqui reunidos oferecem um panorama dos múltiplos interesses e vivências do nigeriano Chinua Achebe, um dos maiores escritores africanos da atualidade cujo humanismo incondicional aponta caminhos para a superação de problemas de seu continente. 







 

 O livro segue basicamente uma linha traçada pelo personagem e protagonista da história Okonkwo. A partir dele, Achebe nos mostra o cotidiano do povo Ibo da aldeiade Umuófia. 
Este povo era estabelecido próximo ao rio Níger, aproximadamente onde    hoje  se  chama Nigéria.O fator psicológico de Okonkwo é uma preocupação constante que Achebe demonstra, desde a infância dividida entre algumas honras como o desenvolvimento de sua força até a formação por um pai alheio as coisas da comunidade,uma vez  que  pouco  trabalhava  e  ocupava  seu tempo para tocar flautas, em  detrimento do trabalho com a terra, criando um contraponto em Okonkwo, herança da vergonha que sentia de seu pai e medo de seu fracasso, e é criada nele uma mentalidade para o trabalho de forma sistemática e refletindo na criação de seus filhos.



Resenha - O Perigo da História Única - Chimamanda Ngozi Adichie

                                                          AS “HISTÓRIAS ÚNICAS”

O perigo de uma História única  é um vídeo de meados de 2009 , onde a escritora nigeriana Chimamanda Adichie,  ministrou uma  de palestra  durante a TED Talks – organização não-governamental iniciada em 1984, como uma primeira conferência organizada por uma comunidade global. Durante o vídeo, Chimamanda Adichie nascida em Enugu, Nigéria, na África autora premiada de três livros, cujas escritas abrangem questões étnicas, de gênero e de identidade. conta que   já morou nos Estados Unidos, onde ela foi para a universidade. A escritora relata que começou a ler e a escrever  precocemente  e que a leitura de livros escritos por britânicos e norte-americanos influenciaram sua maneira de imaginar as histórias.
    Ela fala um pouco sobre  pré-conceitos ,estereótipos e preconceitos, e que tudo no mundo tem mais de uma história, o que um fala ,que o outro fala e o que realmente aconteceu /acontece .Depois de conhecer as  histórias do seu continente, Chimamanda  passou a  escrever sobre as coisas que reconhecia. A descoberta dos escritores africanos a libertou  de ter um único conhecimento da história sobre o que são os livros. Seus trabalhos estão profundamente conectados a seu país de origem, articulando diferentes experiências de vida e produzindo uma complexa impressão de história e violência. Histórias que criam um conceito sobre a nação, mas,ainda assim, permeáveis e passíveis de que aquelas não sejam as únicas contadas.
    Pela citação de exemplos e casos próprios em seu discurso, ela aborda a necessidade da invesigação, da quebra da parcialidade do que se conta, do que se transmite a outras pessoas.
    A contadora de histórias é  a própria  Chimamanda . Distante dos costumes trazidos pelos livros britânicos e americanos que disse ter lido quando criança, ela estava em seu país com tradições distintas –eles não tinham neve, comiam mangas em vez de maçãs e nunca falavam sobre o tempo porque não era necessário.

Acontecimentos  sobre Histórias Únicas

Chimamanda inicia seu discurso relatando que, quando tinha por volta de 8 anos, ficou atônita ao descobrir que a família do garoto que trabalhava em sua casa, como era costume, havia artesanalmente produzido um cesto de ráfia seca. Até então, ela só havia ouvido que aquela família vivia na pobreza,de forma que a idéia de que algum parente do garoto pudesse realmente produzir algo era impossível para Chimamanda. Assim como só conseguia defini-los como “pobres”,( como se o fato de ser podre lhes tirasse qualquer capacidade ou qualidade) essa era sua única história sobre eles. Aos 19 anos, deixou seu país para cursar universidade nos Estados Unidos. Lá teve episódios inversos da história única: sua colega de quarto se  chocou ao saber que ela falava inglês,pois desconhecia que  língua oficial da Nigéria  e o inglês   ficou decepcionada  quando pediu para ouvir o que chamava de “música tribal”e escutou Mariah Carey tocar na fita cassete que a nigeriana havia levado. A colega de quarto havia sentido pena dela  antes mesmo de vê-la. “Sua posição padrão para comigo, como africana, era um tipo de arrogância bem intencionada: pena” diz. Sua colega de quarto tinha uma história única sobre África, sobre catástrofe.
Ainda na faculdade, um professor disse que um romance escrito por Chimamanda não era “autenticamente africano” porque os personagens daquela obra se pareciam muito com ele – um homem educado da classe média. Ainda, que as personagens dirigiam carros, não estavam famintas e, por isso, não eram “autenticamente africanos”.
A escritora vê a si mesma numa situação em que compartilha de uma história única: nos Estados Unidos, onde estava, havia debates sobre imigração “e, como frequentemente acontece na América, imigração é sinônimo de mexicanos”, diz.
Inúmeras histórias sobre mexicanos enchendo o sistema de saúde, passando escondidos pelas
fronteiras e sendo presos ali eram contadas.
“Nessa história única não havia a possibilidade de africanos serem iguais a ela de forma alguma. Nenhuma possibilidade de sentimentos mais complexos do que a pena. Nenhuma possibilidade de conexão como humanos. (...) Então, depois de ter passado alguns anos nos EUA como uma africana, eu comecei a entender a reação da minha colega de quarto para comigo. Se eu não tivesse crescido na Nigéria e tudo o que eu soubesse sobre África viesse das imagens populares publicadas, eu também pensaria que a África era um lugar de paisagens bonitas, animais bonitos e pessoas incompreensíveis, disputando guerras insensatas, morrendo de pobreza e AIDS, inca-
pazes de falar por si mesmas. Esperando para serem salvas pelo estrangeiro branco e gentil. (...) Eu acho que essa história única vem da literatura ocidental. (...) Então comecei a perceber que minha colega de quarto deve ter visto e ouvido, durante toda sua vida, diferentes versões da história única”

O Poder e a História Única

Chimamanda  dá o indício de que, para se ter uma história única sobre um povo, é só mostrá-lo como uma única coisa repetidas vezes e isso é o que eles serão nessa narrativa. É impossível falar sobre a construção da história única sem mencionar a questão do poder. Como as narrativas são contadas, quem as conta, quando e quantas histórias são contadas realmente dependem do poder. “Poder é a habilidade de não só contar a história de uma outra pessoa, mas de fazê-la a história definitiva daquela pessoa”, diz a escritora .
Relata ainda,“Eu me lembro de passear no meu primeiro dia em Guadalajara, de ter visto as pessoas indo trabalhar, delas enrolando tortillas no mercado, fumando,sorrindo. Lembro que meu primeiro sentimento foi surpresa. E então eu fui inundada pela vergonha. Eu percebi que estava tão imersa na cobertura da mídia sobre os mexicanos, que uma coisa se formou na minha cabeça: o imigrante abjeto. Eu tinha caído na histórica única sobre os mexicanos e eu não poderia ter ficado mais envergonhada de mim mesma. Histórias tem sido usadas para expropriar e tornar malígno.
Face ao exposto nos vemos remetidos a  fala de  Frantz Fanon  no Primeiro Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado em 1956 . “A reflexão sobre o valor normativo de certas culturas, decretado unilateralmente, merece que lhe prestemos atenção. Um dos paradoxos que mais rapidamente encontramos é o efeito de ricochete de definições egocentristas, sociocentristas.
Em primeiro lugar, afirma-se a existência de grupos humanos sem cultura; depois, a existência de culturas hierarquizadas; por fim, a noção da relatividade cultural.
Da negação global passa-se ao reconhecimento singular e específico. É precisamente esta história esquartejada e sangrenta que nos falta esboçar ao nível da antropologia cultural.
Podemos dizer que existem certas constelações de instituições, vividas por homens determinados, no quadro de áreas geográficas precisas, que num dado momento sofreram o assalto direto e brutal de esquemas culturais diferentes”
Ao falar massivamente de um determinado grupo cultural, comunidade ou povo, como uma coisa única, e tal repetição se objetiva na eficácia da construção e percepções reducionistas e preconceituosas, de maneira a incutir  ideologicamente, estes grupos, povos ou comunidades  de sentidos pejorativos e manipuladores, servindo a interesses políticos e ao poder.

Bakhtin (2004) debate bem com essa passagem, a partir de sua afirmativa de que todo signo, utilizado na formação do enunciado, é ideológico: "a língua não é um meio neutro, que fácil e livremente passa a ser propriedade intencional do falante: ao contrário, está habitada e superpovoada de intenções alheias” (BAKHTIN, 2004, p. 100).
       
Destaca-se, portanto, o caráter ‘deformador’ da ideologia, seu viés de distorção que trabalha na construção de aparências que não correspondem a realidade e sim as construções  mentais hegemônicas da sociedade.A  ideologia é inverdade, mentira, falsa consciência.
As “histórias únicas” municiam valores ideológicos em si, induzindo o senso comum,compondo realidades, transpondo a consciência, a imaginação e engendrar como informação ou único conhecimento sobre uma determinada pessoa ou  lugar.

No ponto de vista de Bakhtin (2004), os signos verbais estão entrelaçados com inúmeros fios ideológicos e servem enredo à todas as relações sociais em qualquer campo.
Baseado nisso, é praticamente impossível falar sobre a construção da história única sem referir-se  a questão do poder. A forma com que as narrativas são contadas, os sujeitos que as narram, as situações em que as histórias são contadas, bem como o numero de vezes que seus pronunciados repetem-se são questões que interligam as narrativas às estruturas do poder. Como afirma Chimamanda Adichie,“o poder é a habilidade não somente de contar a história de outra pessoa, mas de fazer daquela a história definitiva dessa pessoa” (TED Global, 2009).
       A escritora traz a lembrança a palavra “nkali”, palavra da etnia Igbo, que pode ser traduzido como o desejo de “ser maior que outro”. Chimamanda Adichie, assim como no mundo político e econômico, também no universo cultural e discursivo as histórias se definem pelo princípio do “nkali”.

 Os meios de comunicação não são meras formas de obter informações, mas são providos de textos que revelam significados culturais criados em determinados períodos históricos e que estão intrínsecos a mutações comportamentais e conversões intelectuais objetivas nos receptores. Assim, as mídias “controlam, alienam”, a massa através de seus espetáculos e publicações, utilizando-se,na maioria das  vezes, de histórias únicas para fomentar a audiência e criar/reafirmar estereótipos.
 Representações superficiais ,negativas e simplistas achatam as experiências dos outros, dos diferentes, reduzi-as a um modelo único, ideológico, que não corresponde às histórias que os formaram,mais ricas,complexas e diversificadas.
 Para Chimamanda Adichie, essa incompletude gerada pelos estereótipos não é apenas o fato de que eles possam estar errados, característica principal dos estereótipos é exatamente o fato de que eles são incompletos e que “transformam uma história em uma única história” –, tornam fútil  a experiência e negligenciam todas as outras narrativas que formam um lugar ou uma pessoa:
 ``A consequência da história única é a seguinte: rouba-se a dignidade das pessoas. Dificulta o  reconhecimento da  nossa humanidade  compartilhada.Enfatiza o quão diferentes somos em detrimento de quão iguais somos. (TED Global, 2009).``                                                                                                                                                           
Adulteradas do real ou transformadas em frações constitutivas dela,as histórias estereotipadas apenas (re)inventam padrões. Carregam o ínfimo informação e iludem o objeto. Ideologicamente construídas, refletem a realidade segundo projeções de classe diferentes.
Logo, as enunciações devem ter função social, estando comprometidas com a realidade, ainda que ideologicamente construídas, mas condizentes com o real.
As histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias também podem reparar a dignidade perdida.


Conclusão

As histórias têm sido usadas para privar e tornar algo maléfico , mas também podem ser usadas para capacitar e humanizar.
Podem destruir a dignidade de um povo,mas também podem reparar a dignidade perdida. Nesse sentido, diz Chimamanda,muitas histórias tem sua importância .
Dedicada em solucionar as questões, a escritora propõe o engajamento com as duas faces da história, o que ela cita como “um equilíbrio de histórias”, e o desejo da exploração  por todas as histórias daquele ser humano ou daquele lugar .
Do ponto de vista contemporâneo, em que se trazem as discussões sobre cultura, social,identificações e linguagens  – no sentido apresentado por Hall (2001: 39), em que devemos falar, no lugar de identidade, em identificações, para perceber que se trata de um processo sempre em desenvolvimento e nunca finalizado –, Chimamanda aparece como um grande elo  desses assuntos em seu discurso: ela trata da construção da imagem de um ser humano, lugar ou na esfera  do sentido que essa mensagem pode – e, certamente,irá – produzir. Sua construção verbal e simbólica, no que concerne a estereótipos como objetos imagéticos, é verdadeiramente uma teia
de saberes e literatura, também seu ponto de discurso.
Ela assume e apresenta uma versão dela dos Estudos Culturais e pós-coloniais: diz da diáspora, assim como o fez Stuart Hall (2003); fala do saber reconhecer as faces de uma história e seus personagens sem desmerecê-los; trata de minorias, do olhar eurocêntrico, da questão bifurcada
Chimamanda Adichie incorpora o discurso da diferença e se vale do pertencimento a ela para expor momentos de discussão. Assim, pela compreensão própria de seu universo (de diáspora, de exclusão pelo Ocidente, de conhecimento e reconhecimento de seu lugar), a escritora traz diversas histórias de representação e com intento pela conscientização da urgência da busca pelo conhecimento, pelo entendimento do  outro’ e de outros lugares. Sublinha a fuga do arquétipo, do senso comum, da informação pronta, da história única sobre qualquer pessoa, lugar ou aspecto.


Referências

ADICHIE, Chimamanda. “O Perigo da História Única”. Vídeo da palestra da escritora nigeriana no evento Tecnology, Entertainment and Design (TED Global 2009). http://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story?language=pt. Acesso em: 28 de fevereiro  de 2017.

BAKHTIN, MIKHAIL. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Trad. Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. 11.ed. São Paulo: HUCITEC, 2004.

http://www.geledes.org.br/racismo-e-cultura-leitura-psicanalitica-e-politica-de-frantz-fanon/#gs.CpAmT44 .Acesso em 03/03/2017.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MULHERES NEGRAS NA HISTÓRIA DO BRASIL

Quando falamos do papel do negro na história do Brasil, as imagens que logo surgem na mente é de um homem negro;  no tronco, no canavial, carregando a liteira,na senzala,enfim sempre em situação subserviente.
Se falarmos das mulheres ,além da imagem da escrava no tronco,no canavial,na senzala,na cozinha,ama de leite, tem ainda a da sedutora.
Toda essa imagem faz parte de um discurso que se ainda se perpetua nos bancos das escolas,onde o negro sempre é retratado como subserviente. Na televisão isso não muda muito, nas novelas  os atores negros estão sempre reduzidos a papeis subalternos e quando uma das novelas mais vistas no mundo teve como protagonista uma escrava o autor logo tratou de colocar uma escrava branca ,sob a alegação que não havia uma atriz negra capaz de interpretar o papel.
Em um país que insiste em tratar a escravidão não como uma vergonha ,mas sim como um acontecimento ocasionado por homens fracos ,incapazes de lutar por sua liberdade e tem orgulho da sua miscigenação forjada no estupro de milhares de mulheres negras escravizada, mas nega os seus antepassados por medo de ser apontado como negro, não é de se espantar que continuemos a reproduzir o que esta nos livros de História.O povo brasileiro precisa se conscientizar que o nosso diferencial em relação aos outros é exatamente essa miscelânia de culturas, onde fez surgir o que Darcy Ribeiro chamou de um "POVO NOVO".
"De um novo povo,feito de grupos milenares e somados às diferencas ,surge  a originalidade  brasileira"
Onde os heróis são sempre o homem branco e os outros....bom os outros são apenas os outros.Guerreiros como Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares,Benedito Meia-Légua, José Luiz Napoleão, Viriato Canção-de-Fogo são lembrados apenas no mês de novembro, em razão do Dia da Consciência Negra; quando falamos das mulheres negras, que contribuíram de tantas formas na luta contra a escravidão, além da contribuição literária e social  do Brasil, o quadro é ainda pior ,sequer são citadas.
O apagamento dessas mulheres negras da História é um descaso  ao gênero femenino negro ,pois causa um desconhecimento das meninas negras ,que além de poucas referencias negras de grande expressão  lhe  são negado o conhecimentos de grandes mulheres negras da História do seu país. 
Essas mulheres simplesmente foram excluídas da História, em livro didático algum se cita:

Constança de Angola, escravizada teve seu filho no período da LEI Nº 2.040, DE 28 DE SETEMBRO DE 1871, foi jogado na fornalha por chorar demais. Constança, acabou acorrentada para que não pudesse se vingar,conseguiu fugir e juntou se a outros guerreiros. Lutou muito,ate a sua morte em duelo. 


Zacimba Gaba,princesa negra trazida muito nova, mas soube esperar para se livrar dos abusos que sofria, junto com seus irmãos. Envenenamento foi sua arma, durante um longo período alimentou seu Senhor a conta gotas. Quando ele morreu, livrou seus irmãos e foi se aquilombar no meio da mata fechada do norte do estado do ES liderando várias revoltas e muitas vitórias para seu povo africano.

Maria Filipa – Natural de Itaparica, a heroína negra foi uma liderança destacada em 1822, na luta contra o domínio português, quando comandou dezenas de homens e mulheres, negros e índios, na queima de 42 embarcações de guerra que estavam aportadas na Praia do Convento, prontas para atacar Salvador. Esta ação foi vital para a Independência da Bahia. Em sua biografia destaca-se também a lendária história de quando Maria Felipa usou galhos de cansanção para dar uma surra nos vigias portugueses Araújo Mendes e Guimarães das Uvas.

Luiza Mahin Trazida à Bahia pelo tráfico de escravos, desempenhou importante papel na Revolta dos malês, última grande revolta de escravos ocorrida em Salvador (1835). Luiza era uma africana inteligente e rebelde que fez sua casa de quartel general das principais lutas abolicionistas. Mãe de Luiz Gama, poeta e abolicionista, ela acabou deportada para a África devido à participação em rebeliões negras. Pertencente à etnia jeje tem seu nome estampado em praça pública, Cruz das Almas, São Paulo. 

Lélia Gonzalez – Mineira de nascimento (1935), filha de um ferroviário negro e mãe de origem indígena empregada doméstica e penúltima de dezoito irmãos migra em 1942 para o Rio de Janeiro. Sua trajetória guarda pouca semelhança com a maioria da população negra, pois ascende de babá a professora universitária. Engajou-se na luta contra o racismo e sexismo na década de 70, no Rio de Janeiro, ainda um período de forte repressão dos governos militares. Pioneira nos cursos sobre Cultura Negra, o qual destacamos o 1º Curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais no Parque Lage. Esta escola foi também lugar de expressão de vários artistas e de intelectuais negros.

Acotirene- foi uma matriarca do quilombo dos Palmares, onde já estava antes de Ganga-Zumba e Zumbi. Era respeitada como conselheira para casos rotineiros e de batalha, considerada mãe de todos.

Anastácia escrava que foi punida por rejeitar os assédios de um homem branco e teve que usar uma máscara de ferro até o fim de sua vida.

Aqualtune princesa africana , filha de um rei no Congo,  foi vendida como escrava e trazida para o Brasil. tornou se  grande ícone para as mulheres negras brasileiras.

Carolina Maria De Jesus catadora de papel ,moradora da favela do Canindé  virou escritora  ao ter seu primeiro livro publicado, Quarto de Despejo.
  
Dandara dos Palmaresmulher negra guerreira na resistência contra a escravidão no Brasil, líder do Quilombo dos Palmares e companheira de Zumbi.
    
Esperança Garcia- escrava e teve coragem de escrever uma carta para o então presidente da província, denunciando os maus tratos  que sofria junto ao seu filho.
    
Eva Maria do Bonsucesso -quitandeira Eva Maria, escrava alforriada que vendia verduras e frutas. Depois de ter sido agredida por um homem branco e rico, conseguiu que o mesmo fosse preso e condenado pela agressão.
    
Laudelina de Campos Primeira mulher  na luta por direitos trabalhistas para as empregadas domésticas , combateu o racismo e a forte exploração  sofrida por faxineiras, babás e cozinheiras.
  

Maria Aranha líder do quilombo do Mola, em Tocantins, liderou seu povo contra invasões, vencendo todos os ataques dos escravistas e sustentando uma sociedade altamente organizada e eficiente politicamente.
  
Maria  Firmina dos Reis –  publicou,o primeiro romance abolicionista brasileiro,Úrsula.Autora de poesias e do conto “A Escrava”, chegou a fundar uma escola mista (para meninas e meninos) gratuita, o que causou muita polêmica.
  
Mariana Crioulá líder de uma das maiores revoltas de escravos no Rio de Janeiro, na região do Vale do Café, Mariana Crioula foi aclamada como rainha do seu povo ao lado de Manoel Congo, chamado de rei.
  
Na Agontimé - Antiga rainha do reino de Daomé ( conhecido hoje como Benim),  foi vendida como escrava e foi parar no estado do Maranhão, onde foi renomeada Maria Jesuína.  Pesquisas históricas a apontam como fundadora da Casa das Minas.
  
Tereza de Benguela – líder  do quilombo de Quariterê. Dia 25 de Julho no Brasil é oficialmente o dia de Tereza de Benguela, data reafirma a luta das mulheres negras no país.
  
Tia Ciata–   celebrada como uma das pioneiras do samba brasileiro e importante fortalecedora do Candomblé no país, mesmo fugindo das perseguições e lutando contra uma sociedade contaminada pelo racismo e escravidão.

Tia Simoa liderança na luta contra a escravidão no Ceará.
  
  
Zeferina– ,líder do quilombo de Urubu, na Bahia, que lutou contra a escravidão.

Antonieta de Barros  - primeira deputada negra do Brasil, que também era uma grande jornalista e 
educadora. 
  


Essa é uma pequena contribuição, para auxiliar em futuras pesquisas,a lista ainda esta pequena e dente a crescer a medida que formos nos aprofundando nas pesquisas. Sabemos  que ainda há muitas guerreiras que a história insiste em querer esconder.
Porém a nossa insistência será ainda maior ,e traremos a luz a história de homens e mulheres que a visão colonizadora tentou jogar no ostracismo e mostrar para esse "POVO NOVO" tem muito de do que se orgulhar,que somos descendentes de muitos guerreiros e guerreiras que em nada tem a ver com a ideia que os grandes tumbeiros carregavam pessoas incapazes de lutar por sua liberdade e aceitavam passivamente a condição de homem escravizado.


Fontes Auxiliares


https://prazeresdeamelie.wordpress.com/2009/03/01/breve-historia-de-zacimba-gaba/
http://www.palmares.gov.br/?p=1901&lang=en

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Marcha da Familia


A Marcha da Família com Deus pela Liberdade

Marcha da Família com Deus pela Liberdade, no Rio de Janeiro, em comemoração pela vitória do Golpe, no dia 02 de abril de 1964.Movimento surgido em março de 1964 e que consistiu numa série de manifestações, ou "marchas", organizadas principalmente por setores do clero e por entidades femininas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do "perigo comunista" e favoráveis à deposição do presidente da República.
A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. O principal articulador da marcha foi o deputado Antônio Sílvio da Cunha Bueno, apoiado pelo governador Ademar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor de Barros.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade, no Rio de Janeiro, em comemoração pela vitória do Golpe, no dia 02 de abril de 1964.Preparada com o auxílio da Campanha da Mulher pela Democracia (Camde), da União Cívica Feminina, da Fraterna Amizade Urbana e Rural, entre outras entidades, a marcha paulista recebeu também o apoio da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. A marcha contou com a participação de cerca de trezentas mil pessoas, entre as quaisAuro de Moura Andrade, presidente do Senado, e Carlos Lacerda, governador do estado da Guanabara. Durante o trajeto, que saiu da praça da República e terminou na praça da Sé com a celebração da missa "pela salvação da democracia". Na ocasião, foi distribuído o Manifesto ao povo do Brasil,convocando a população a reagir contra Goulart.
A iniciativa da Marcha da Família repetiu-se em outras capitais, mas já após a derrubada de Goulart pelos militares em 31 de março, o que as tornou conhecidas como "marchas da vitória". A marcha do Rio de Janeiro, articulada pela Camde, levou às ruas cerca de um milhão de pessoas no dia 2 de abril de 1964.



http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/Jango/artigos/AConjunturaRadicalizacao/A_marcha_da_familia_com_Deus

A MPB e a Identidade Cultural Brasileira


''Nós somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar.
De noite embalamos teu sono, de manhã nós vamos te acordar
Nós somos as cantoras do rádio, nossas canções cruzando o espaço azul,
Vão reunindo num grande abraço, corações de Norte a Sul.(…)”
Cantores do Rádio“, de Lamartine Babo.

Ajudando a definir a identidade cultural do brasileiro.

Não tem melhor forma de começar a série de três textos sobre a música popular brasileira no século XX sem falar na formação da identidade cultural do povo brasileiro. A MPB ajudou a cunhar grande parte desta identidade, e podemos afirmar isso sem medo de exagerar. Além de instrumento cultural, a MPB foi, por diversas vezes, instrumento político e ideológico.
Em alguns momentos ajudou na propaganda política. Em outros, lutou contra o silêncio imposto pelos governantes. Refletiu mazelas que a população sofria. Expôs feridas. Caracterizou elementos da população e popularizou costumes e gírias.

A Era do Rádio:

A primeira transmissão radiofônica do Brasil aconteceu em 1922, com um pronunciamento do então presidente Epitácio Pessoa, e a transmissão da ópera “O Guarani” diretamente do Theatro Municipal no Rio de Janeiro.
Mas as primeiras radiodifusoras do Brasil inauguraram suas transmissões somente em 1923. Na programação, além dos noticiários, as emissoras começaram a investir na música e nos programas que eram transmitidos “ao vivo” diretamente dos auditórios, com a participação dos melhores artistas da época.
Gradativamente o rádio foi tomando lugar como importante veículo de comunicação e entretenimento da população brasileira. Comerciantes colocavam rádios em seus estabelecimentos “para atrair a freguesia”. Era mais rápido transmitir fatos pelas ondas do rádio do que pelos jornais. Não é exagero dizer que com o rádio a comunicação sofreu uma nova revolução, após a invenção do telégrafo no século XIX.


Mas é a partir de 1930, com o governo de Getúlio Vargas –  aguarda pelo rádio, o resultado das eleições – que o aparelho, no Brasil, tem seu grande salto enquanto instrumento de comunicação de massa. O governo na época incentivou o desenvolvimento profissional, técnico e comercial dos profissionais que trabalhavam diretamente nas rádios brasileiras. Mas, ao mesmo tempo que incentivava o desenvolvimento da “indústria do rádio”, o governo censurava aqueles meios de comunicação que eram opositores do regime, principalmente após o golpe de 1937.
O governo Vargas também ficou marcado por uma forte propaganda nacionalista, focando justamente na identidade do povo brasileiro. Portanto, nada mais justo do que valorizar a cultura do país, a maior expressão desta identidade nacional brasileira, propagada pelas ondas do rádio.
E como o governo incentivava o entretenimento – até mesmo para desviar o foco das críticas – as rádios passaram a contratar artistas para seus programas de auditório, ao invés de só convidá-los para um ou dois programas, ainda mais após a liberação dos reclames, os comerciais entre a programação, já que as rádios dependiam dos anunciantes para manter tudo funcionando.
Durante as décadas de 1930, 40 e 50, músicas como “Aquarela do Brasil“, “Ave Maria do morro“, “Estatutos da Gafieira“, “Mulata assanhada” e “Carinhoso” cantavam a alegria, as belezas naturais do Brasil, as mazelas, a malandragem do povo brasileiro.
Junto a isto, no final da década de 1950 inicia-se no Brasil um grande movimento musical: a bossa nova, nascida entre os músicos da classe média-alta do Rio de Janeiro. Na verdade, a bossa era uma forma diferente de cantar o samba, abusando do violão e do piano em um ritmo mais cadenciado, mas com o tempo a bossa incorporou alguns elementos do jazz norte-americano e acabou virando um ritmo único no mundo, feito por brasileiros e consumido pelo planeta.
Além do nascimento da bossa nova nos fins de 1950, temos que citar que durante as décadas de 1940 e 1950 o país passou por algumas mudanças importantes. Getúlio, que deixou o poder após o fim da Segunda Guerra, voltou eleito pela população – ele ficou no poder até 1945 após um já citado golpe em 1937. O mundo não estava mais em guerra, o país estava diretamente alinhado com os EUA em sua política externa, mas entre a população e os políticos encontrávamos membros simpatizantes da ideologia comunista, que já polarizava o mundo desde o fim da Segunda Guerra.
JK na radio nacionalApós o suicídio de Getúlio Vargas em 1954, Juscelino Kubitschek – na foto ao lado em uma visita à Radio Nacional – é eleito para o cargo máximo da nação, e o presidente bossa nova, como era conhecido, mudou a capital do Rio de Janeiro para Brasília, cidade no planalto central projetada e construída para servir de centro governante do país.
Durante a década de 1950 o Brasil talvez tenha assistido – ou melhor, ouvido! – o ápice do rádio, presente na imensa maioria de lares brasileiros. Assim como hoje em dia a TV influencia opiniões e costumes, na época o rádio ajudava a construir parte desta cultura brasileira.



                                                                             fonte site historiazine                                                                            


Guerra do Paraguai



A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estados nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaias.
É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza) na Argentina e Uruguai e de Guerra Grande, no Paraguai.


A Batalha do Riachuelo, um dos mais sangrentos episódios da Guerra do Paraguai.- óleo de Vítor Meireles

A Guerra do Paraguai durou seis anos. Teve seu início  em dezembro de 1864 e só chegou ao fim no ano de 1870, com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora. 

Francisco Solano López, ditador do Paraguai.

Causas

Desde sua independência, os governantes paraguaios afastaram o país dos conflitos armados na região Platina. A política isolacionista paraguaia, porém, chegou ao fim com o governo do ditador Francisco Solano López.
Em 1864, o Brasil estava envolvido num conflito armado com o Uruguai. Havia organizado tropas, invadido e deposto o governo uruguaio do ditador Aguirre, que era líder do Partido Blanco e aliado de Solano López. O ditador paraguaio se opôs à invasão brasileira do Uruguai, porque contrariava seus interesses.
Como retaliação, o governo paraguaio aprisionou no porto de Assunção o navio brasileiro Marquês de Olinda, e em seguida atacou a cidade de Dourados, em Mato Grosso. Foi o estopim da guerra. Em maio de 1865, o Paraguai também fez várias incursões armadas em território argentino, com objetivo de conquistar o Rio Grande do Sul. Contra as pretensões do governo paraguaio, o Brasil, a Argentina e o Uruguai reagiram, firmando o acordo militar chamado de Tríplice Aliança.


Antes da guerra, o Paraguai era uma potência econômica na América do Sul. Além disso, era um país independente das nações européias. Para a Inglaterra, um exemplo que não deveria ser seguido pelos demais países latino-americanos, que eram totalmente dependentes do império inglês. Foi por isso, que os ingleses ficaram ao lado dos países da tríplice aliança, emprestando dinheiro e oferecendo apoio militar. Era interessante para a Inglaterra enfraquecer e eliminar um exemplo de sucesso e independência na América Latina. Após este conflito, o Paraguai nunca mais voltou a ser um país com um bom índice de desenvolvimento econômico, pelo contrário, passa atualmente por dificuldades políticas e econômicas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Primavera dos Povos

Primavera dos Povos é o nome que se dá a uma série de movimentos revolucionários de cunho liberal que ocorreram por toda a Europa durante o ano de 1848. Com a Revolução Francesa  de 1789, os ideais libertários espalharam-se por toda a Europa, assustando as monarquias absolutistas europeias. Nesse cenário é que se institui o Congresso de Viena, em 1815, que buscava uma restauração da antiga ordem vigente (pré-1789). Monarquias que haviam sido abolidas foram restauradas, e políticas repressoras voltaram a ser aplicadas à população.
Podemos encontrar na França, no ano de 1830 as sementes dos movimentos revolucionários de 1848. Com a subida do rei Luís Filipe da França, denominado "rei burguês", havia esperança entre a classe burguesa que seus interesses seriam devidamente representados, sendo o próprio monarca oriundo daquela classe.
O arranjo proporcionado pelo governo de Luís Filipe era comum em todo continente, onde governos autocráticos, que não abriam espaço para as classes subalternas dominavam o cenário político-social. Além disso, uma colheita sofrível no campo, entre os anos de 1845 e 1846 e uma consequente crise econômica, tanto no setor agrícola quanto industrial, preparou o terreno para que, durante o ano de 1848, revoluções de cunho liberal se espalhassem por toda Europa, sendo o primeiro foco na Sicília, e depois para a Hungria, França, Alemanha e Áustria.
A ideologia predominante, e que de certo modo unia todos os movimentos era a de um socialismo utópico (tanto que naquele mesmo ano temos a concepção do famoso "Manifesto Comunista" de Karl Marx e Friedrich Engels). Até mesmo em terras brasileiras os ecos das perturbações que assolavam a Europa se fazem sentir, com a Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco, em 1848.
Nos diversos países europeus, a Primavera dos Povos desenvolveu-se da seguinte maneira:

Itália

Na Itália havia o projeto central de unificação do país, que ocorreria somente em 1861 e que eclipsou tais preocupações sócio-econômicas. A ordem acabou por ser reestabelecida pelas diversas potências que dominavam as diversas regiões do território italiano à epoca, nomeadamente França e Áustria.

Hungria

Na Hungria, como na Itália, as ideias de afirmação e independência nacional acabavam por se igualar e até mesmo superar as preocupações de ordem mais prática. Ocorrem rebeliões no início do ano, e o governo que surge das eleições faz do país um território virtualmente livre do jugo austríaco. A Áustria invade o país, o governo eleito demite-se e a repressão que se segue é duríssima, terminando com as revoltas.

Áustria

Na Áustria, setores da aristocracia rebelaram-se contra a monarquia. Várias revoltas ocorrem, com destaque para a ocorrida em Praga. Em novembro de 1848, o imperador abdica, porém, tal situação será revertida em 1852, com a restauração do regime.

Alemanha

Na Alemanha, havia como na Itália, a questão da reunificação. Área em plena fase de industrialização, as revoltas operárias e camponesas proliferam-se. Chegou-se a elaborar uma nova constituição, mas esta termina por ser rejeitada pelo rei, e a situação termina com poucos progressos em relação à realidade anterior.

França

Na França, o rei Luís Filipe abdica em 1848. A república é proclamada, porém, a instabilidade irá continuar até cerca de 1851, quando, através de um glope palaciano, Carlos Luís Napoleão Bonaparte proclama o Segundo Império Francês, com o título de Napoleão III.
Na maior parte, as revoltas em toda Europa foram controladas, e as mudanças sociais que os movimentos revolucionários tanto ansiavam acabaram sufocadas pela emergente Segunda Revolução Industrial e por uma tênue calmaria econômica, que seria acompanhada de uma calmaria política. Os regimes autocráticos teriam sobrevida até o início da Primeira Guerra Mundial, onde a ordem estabelecida em Viena seria finalmente implodida.

Bibliografia:
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/resumos/primavera-dos-povos.jhtm - UOL Vestibular - Revoluções de 1848
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u54.jhtm