sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MULHERES NEGRAS NA HISTÓRIA DO BRASIL

Quando falamos do papel do negro na história do Brasil, as imagens que logo surgem na mente é de um homem negro;  no tronco, no canavial, carregando a liteira,na senzala,enfim sempre em situação subserviente.
Se falarmos das mulheres ,além da imagem da escrava no tronco,no canavial,na senzala,na cozinha,ama de leite, tem ainda a da sedutora.
Toda essa imagem faz parte de um discurso que se ainda se perpetua nos bancos das escolas,onde o negro sempre é retratado como subserviente. Na televisão isso não muda muito, nas novelas  os atores negros estão sempre reduzidos a papeis subalternos e quando uma das novelas mais vistas no mundo teve como protagonista uma escrava o autor logo tratou de colocar uma escrava branca ,sob a alegação que não havia uma atriz negra capaz de interpretar o papel.
Em um país que insiste em tratar a escravidão não como uma vergonha ,mas sim como um acontecimento ocasionado por homens fracos ,incapazes de lutar por sua liberdade e tem orgulho da sua miscigenação forjada no estupro de milhares de mulheres negras escravizada, mas nega os seus antepassados por medo de ser apontado como negro, não é de se espantar que continuemos a reproduzir o que esta nos livros de História.O povo brasileiro precisa se conscientizar que o nosso diferencial em relação aos outros é exatamente essa miscelânia de culturas, onde fez surgir o que Darcy Ribeiro chamou de um "POVO NOVO".
"De um novo povo,feito de grupos milenares e somados às diferencas ,surge  a originalidade  brasileira"
Onde os heróis são sempre o homem branco e os outros....bom os outros são apenas os outros.Guerreiros como Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares,Benedito Meia-Légua, José Luiz Napoleão, Viriato Canção-de-Fogo são lembrados apenas no mês de novembro, em razão do Dia da Consciência Negra; quando falamos das mulheres negras, que contribuíram de tantas formas na luta contra a escravidão, além da contribuição literária e social  do Brasil, o quadro é ainda pior ,sequer são citadas.
O apagamento dessas mulheres negras da História é um descaso  ao gênero femenino negro ,pois causa um desconhecimento das meninas negras ,que além de poucas referencias negras de grande expressão  lhe  são negado o conhecimentos de grandes mulheres negras da História do seu país. 
Essas mulheres simplesmente foram excluídas da História, em livro didático algum se cita:

Constança de Angola, escravizada teve seu filho no período da LEI Nº 2.040, DE 28 DE SETEMBRO DE 1871, foi jogado na fornalha por chorar demais. Constança, acabou acorrentada para que não pudesse se vingar,conseguiu fugir e juntou se a outros guerreiros. Lutou muito,ate a sua morte em duelo. 


Zacimba Gaba,princesa negra trazida muito nova, mas soube esperar para se livrar dos abusos que sofria, junto com seus irmãos. Envenenamento foi sua arma, durante um longo período alimentou seu Senhor a conta gotas. Quando ele morreu, livrou seus irmãos e foi se aquilombar no meio da mata fechada do norte do estado do ES liderando várias revoltas e muitas vitórias para seu povo africano.

Maria Filipa – Natural de Itaparica, a heroína negra foi uma liderança destacada em 1822, na luta contra o domínio português, quando comandou dezenas de homens e mulheres, negros e índios, na queima de 42 embarcações de guerra que estavam aportadas na Praia do Convento, prontas para atacar Salvador. Esta ação foi vital para a Independência da Bahia. Em sua biografia destaca-se também a lendária história de quando Maria Felipa usou galhos de cansanção para dar uma surra nos vigias portugueses Araújo Mendes e Guimarães das Uvas.

Luiza Mahin Trazida à Bahia pelo tráfico de escravos, desempenhou importante papel na Revolta dos malês, última grande revolta de escravos ocorrida em Salvador (1835). Luiza era uma africana inteligente e rebelde que fez sua casa de quartel general das principais lutas abolicionistas. Mãe de Luiz Gama, poeta e abolicionista, ela acabou deportada para a África devido à participação em rebeliões negras. Pertencente à etnia jeje tem seu nome estampado em praça pública, Cruz das Almas, São Paulo. 

Lélia Gonzalez – Mineira de nascimento (1935), filha de um ferroviário negro e mãe de origem indígena empregada doméstica e penúltima de dezoito irmãos migra em 1942 para o Rio de Janeiro. Sua trajetória guarda pouca semelhança com a maioria da população negra, pois ascende de babá a professora universitária. Engajou-se na luta contra o racismo e sexismo na década de 70, no Rio de Janeiro, ainda um período de forte repressão dos governos militares. Pioneira nos cursos sobre Cultura Negra, o qual destacamos o 1º Curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais no Parque Lage. Esta escola foi também lugar de expressão de vários artistas e de intelectuais negros.

Acotirene- foi uma matriarca do quilombo dos Palmares, onde já estava antes de Ganga-Zumba e Zumbi. Era respeitada como conselheira para casos rotineiros e de batalha, considerada mãe de todos.

Anastácia escrava que foi punida por rejeitar os assédios de um homem branco e teve que usar uma máscara de ferro até o fim de sua vida.

Aqualtune princesa africana , filha de um rei no Congo,  foi vendida como escrava e trazida para o Brasil. tornou se  grande ícone para as mulheres negras brasileiras.

Carolina Maria De Jesus catadora de papel ,moradora da favela do Canindé  virou escritora  ao ter seu primeiro livro publicado, Quarto de Despejo.
  
Dandara dos Palmaresmulher negra guerreira na resistência contra a escravidão no Brasil, líder do Quilombo dos Palmares e companheira de Zumbi.
    
Esperança Garcia- escrava e teve coragem de escrever uma carta para o então presidente da província, denunciando os maus tratos  que sofria junto ao seu filho.
    
Eva Maria do Bonsucesso -quitandeira Eva Maria, escrava alforriada que vendia verduras e frutas. Depois de ter sido agredida por um homem branco e rico, conseguiu que o mesmo fosse preso e condenado pela agressão.
    
Laudelina de Campos Primeira mulher  na luta por direitos trabalhistas para as empregadas domésticas , combateu o racismo e a forte exploração  sofrida por faxineiras, babás e cozinheiras.
  

Maria Aranha líder do quilombo do Mola, em Tocantins, liderou seu povo contra invasões, vencendo todos os ataques dos escravistas e sustentando uma sociedade altamente organizada e eficiente politicamente.
  
Maria  Firmina dos Reis –  publicou,o primeiro romance abolicionista brasileiro,Úrsula.Autora de poesias e do conto “A Escrava”, chegou a fundar uma escola mista (para meninas e meninos) gratuita, o que causou muita polêmica.
  
Mariana Crioulá líder de uma das maiores revoltas de escravos no Rio de Janeiro, na região do Vale do Café, Mariana Crioula foi aclamada como rainha do seu povo ao lado de Manoel Congo, chamado de rei.
  
Na Agontimé - Antiga rainha do reino de Daomé ( conhecido hoje como Benim),  foi vendida como escrava e foi parar no estado do Maranhão, onde foi renomeada Maria Jesuína.  Pesquisas históricas a apontam como fundadora da Casa das Minas.
  
Tereza de Benguela – líder  do quilombo de Quariterê. Dia 25 de Julho no Brasil é oficialmente o dia de Tereza de Benguela, data reafirma a luta das mulheres negras no país.
  
Tia Ciata–   celebrada como uma das pioneiras do samba brasileiro e importante fortalecedora do Candomblé no país, mesmo fugindo das perseguições e lutando contra uma sociedade contaminada pelo racismo e escravidão.

Tia Simoa liderança na luta contra a escravidão no Ceará.
  
  
Zeferina– ,líder do quilombo de Urubu, na Bahia, que lutou contra a escravidão.

Antonieta de Barros  - primeira deputada negra do Brasil, que também era uma grande jornalista e 
educadora. 
  


Essa é uma pequena contribuição, para auxiliar em futuras pesquisas,a lista ainda esta pequena e dente a crescer a medida que formos nos aprofundando nas pesquisas. Sabemos  que ainda há muitas guerreiras que a história insiste em querer esconder.
Porém a nossa insistência será ainda maior ,e traremos a luz a história de homens e mulheres que a visão colonizadora tentou jogar no ostracismo e mostrar para esse "POVO NOVO" tem muito de do que se orgulhar,que somos descendentes de muitos guerreiros e guerreiras que em nada tem a ver com a ideia que os grandes tumbeiros carregavam pessoas incapazes de lutar por sua liberdade e aceitavam passivamente a condição de homem escravizado.


Fontes Auxiliares


https://prazeresdeamelie.wordpress.com/2009/03/01/breve-historia-de-zacimba-gaba/
http://www.palmares.gov.br/?p=1901&lang=en

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Marcha da Familia


A Marcha da Família com Deus pela Liberdade

Marcha da Família com Deus pela Liberdade, no Rio de Janeiro, em comemoração pela vitória do Golpe, no dia 02 de abril de 1964.Movimento surgido em março de 1964 e que consistiu numa série de manifestações, ou "marchas", organizadas principalmente por setores do clero e por entidades femininas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do "perigo comunista" e favoráveis à deposição do presidente da República.
A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. O principal articulador da marcha foi o deputado Antônio Sílvio da Cunha Bueno, apoiado pelo governador Ademar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor de Barros.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade, no Rio de Janeiro, em comemoração pela vitória do Golpe, no dia 02 de abril de 1964.Preparada com o auxílio da Campanha da Mulher pela Democracia (Camde), da União Cívica Feminina, da Fraterna Amizade Urbana e Rural, entre outras entidades, a marcha paulista recebeu também o apoio da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. A marcha contou com a participação de cerca de trezentas mil pessoas, entre as quaisAuro de Moura Andrade, presidente do Senado, e Carlos Lacerda, governador do estado da Guanabara. Durante o trajeto, que saiu da praça da República e terminou na praça da Sé com a celebração da missa "pela salvação da democracia". Na ocasião, foi distribuído o Manifesto ao povo do Brasil,convocando a população a reagir contra Goulart.
A iniciativa da Marcha da Família repetiu-se em outras capitais, mas já após a derrubada de Goulart pelos militares em 31 de março, o que as tornou conhecidas como "marchas da vitória". A marcha do Rio de Janeiro, articulada pela Camde, levou às ruas cerca de um milhão de pessoas no dia 2 de abril de 1964.



http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/Jango/artigos/AConjunturaRadicalizacao/A_marcha_da_familia_com_Deus

A MPB e a Identidade Cultural Brasileira


''Nós somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar.
De noite embalamos teu sono, de manhã nós vamos te acordar
Nós somos as cantoras do rádio, nossas canções cruzando o espaço azul,
Vão reunindo num grande abraço, corações de Norte a Sul.(…)”
Cantores do Rádio“, de Lamartine Babo.

Ajudando a definir a identidade cultural do brasileiro.

Não tem melhor forma de começar a série de três textos sobre a música popular brasileira no século XX sem falar na formação da identidade cultural do povo brasileiro. A MPB ajudou a cunhar grande parte desta identidade, e podemos afirmar isso sem medo de exagerar. Além de instrumento cultural, a MPB foi, por diversas vezes, instrumento político e ideológico.
Em alguns momentos ajudou na propaganda política. Em outros, lutou contra o silêncio imposto pelos governantes. Refletiu mazelas que a população sofria. Expôs feridas. Caracterizou elementos da população e popularizou costumes e gírias.

A Era do Rádio:

A primeira transmissão radiofônica do Brasil aconteceu em 1922, com um pronunciamento do então presidente Epitácio Pessoa, e a transmissão da ópera “O Guarani” diretamente do Theatro Municipal no Rio de Janeiro.
Mas as primeiras radiodifusoras do Brasil inauguraram suas transmissões somente em 1923. Na programação, além dos noticiários, as emissoras começaram a investir na música e nos programas que eram transmitidos “ao vivo” diretamente dos auditórios, com a participação dos melhores artistas da época.
Gradativamente o rádio foi tomando lugar como importante veículo de comunicação e entretenimento da população brasileira. Comerciantes colocavam rádios em seus estabelecimentos “para atrair a freguesia”. Era mais rápido transmitir fatos pelas ondas do rádio do que pelos jornais. Não é exagero dizer que com o rádio a comunicação sofreu uma nova revolução, após a invenção do telégrafo no século XIX.


Mas é a partir de 1930, com o governo de Getúlio Vargas –  aguarda pelo rádio, o resultado das eleições – que o aparelho, no Brasil, tem seu grande salto enquanto instrumento de comunicação de massa. O governo na época incentivou o desenvolvimento profissional, técnico e comercial dos profissionais que trabalhavam diretamente nas rádios brasileiras. Mas, ao mesmo tempo que incentivava o desenvolvimento da “indústria do rádio”, o governo censurava aqueles meios de comunicação que eram opositores do regime, principalmente após o golpe de 1937.
O governo Vargas também ficou marcado por uma forte propaganda nacionalista, focando justamente na identidade do povo brasileiro. Portanto, nada mais justo do que valorizar a cultura do país, a maior expressão desta identidade nacional brasileira, propagada pelas ondas do rádio.
E como o governo incentivava o entretenimento – até mesmo para desviar o foco das críticas – as rádios passaram a contratar artistas para seus programas de auditório, ao invés de só convidá-los para um ou dois programas, ainda mais após a liberação dos reclames, os comerciais entre a programação, já que as rádios dependiam dos anunciantes para manter tudo funcionando.
Durante as décadas de 1930, 40 e 50, músicas como “Aquarela do Brasil“, “Ave Maria do morro“, “Estatutos da Gafieira“, “Mulata assanhada” e “Carinhoso” cantavam a alegria, as belezas naturais do Brasil, as mazelas, a malandragem do povo brasileiro.
Junto a isto, no final da década de 1950 inicia-se no Brasil um grande movimento musical: a bossa nova, nascida entre os músicos da classe média-alta do Rio de Janeiro. Na verdade, a bossa era uma forma diferente de cantar o samba, abusando do violão e do piano em um ritmo mais cadenciado, mas com o tempo a bossa incorporou alguns elementos do jazz norte-americano e acabou virando um ritmo único no mundo, feito por brasileiros e consumido pelo planeta.
Além do nascimento da bossa nova nos fins de 1950, temos que citar que durante as décadas de 1940 e 1950 o país passou por algumas mudanças importantes. Getúlio, que deixou o poder após o fim da Segunda Guerra, voltou eleito pela população – ele ficou no poder até 1945 após um já citado golpe em 1937. O mundo não estava mais em guerra, o país estava diretamente alinhado com os EUA em sua política externa, mas entre a população e os políticos encontrávamos membros simpatizantes da ideologia comunista, que já polarizava o mundo desde o fim da Segunda Guerra.
JK na radio nacionalApós o suicídio de Getúlio Vargas em 1954, Juscelino Kubitschek – na foto ao lado em uma visita à Radio Nacional – é eleito para o cargo máximo da nação, e o presidente bossa nova, como era conhecido, mudou a capital do Rio de Janeiro para Brasília, cidade no planalto central projetada e construída para servir de centro governante do país.
Durante a década de 1950 o Brasil talvez tenha assistido – ou melhor, ouvido! – o ápice do rádio, presente na imensa maioria de lares brasileiros. Assim como hoje em dia a TV influencia opiniões e costumes, na época o rádio ajudava a construir parte desta cultura brasileira.



                                                                             fonte site historiazine                                                                            


Guerra do Paraguai



A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estados nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaias.
É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza) na Argentina e Uruguai e de Guerra Grande, no Paraguai.


A Batalha do Riachuelo, um dos mais sangrentos episódios da Guerra do Paraguai.- óleo de Vítor Meireles

A Guerra do Paraguai durou seis anos. Teve seu início  em dezembro de 1864 e só chegou ao fim no ano de 1870, com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora. 

Francisco Solano López, ditador do Paraguai.

Causas

Desde sua independência, os governantes paraguaios afastaram o país dos conflitos armados na região Platina. A política isolacionista paraguaia, porém, chegou ao fim com o governo do ditador Francisco Solano López.
Em 1864, o Brasil estava envolvido num conflito armado com o Uruguai. Havia organizado tropas, invadido e deposto o governo uruguaio do ditador Aguirre, que era líder do Partido Blanco e aliado de Solano López. O ditador paraguaio se opôs à invasão brasileira do Uruguai, porque contrariava seus interesses.
Como retaliação, o governo paraguaio aprisionou no porto de Assunção o navio brasileiro Marquês de Olinda, e em seguida atacou a cidade de Dourados, em Mato Grosso. Foi o estopim da guerra. Em maio de 1865, o Paraguai também fez várias incursões armadas em território argentino, com objetivo de conquistar o Rio Grande do Sul. Contra as pretensões do governo paraguaio, o Brasil, a Argentina e o Uruguai reagiram, firmando o acordo militar chamado de Tríplice Aliança.


Antes da guerra, o Paraguai era uma potência econômica na América do Sul. Além disso, era um país independente das nações européias. Para a Inglaterra, um exemplo que não deveria ser seguido pelos demais países latino-americanos, que eram totalmente dependentes do império inglês. Foi por isso, que os ingleses ficaram ao lado dos países da tríplice aliança, emprestando dinheiro e oferecendo apoio militar. Era interessante para a Inglaterra enfraquecer e eliminar um exemplo de sucesso e independência na América Latina. Após este conflito, o Paraguai nunca mais voltou a ser um país com um bom índice de desenvolvimento econômico, pelo contrário, passa atualmente por dificuldades políticas e econômicas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Primavera dos Povos

Primavera dos Povos é o nome que se dá a uma série de movimentos revolucionários de cunho liberal que ocorreram por toda a Europa durante o ano de 1848. Com a Revolução Francesa  de 1789, os ideais libertários espalharam-se por toda a Europa, assustando as monarquias absolutistas europeias. Nesse cenário é que se institui o Congresso de Viena, em 1815, que buscava uma restauração da antiga ordem vigente (pré-1789). Monarquias que haviam sido abolidas foram restauradas, e políticas repressoras voltaram a ser aplicadas à população.
Podemos encontrar na França, no ano de 1830 as sementes dos movimentos revolucionários de 1848. Com a subida do rei Luís Filipe da França, denominado "rei burguês", havia esperança entre a classe burguesa que seus interesses seriam devidamente representados, sendo o próprio monarca oriundo daquela classe.
O arranjo proporcionado pelo governo de Luís Filipe era comum em todo continente, onde governos autocráticos, que não abriam espaço para as classes subalternas dominavam o cenário político-social. Além disso, uma colheita sofrível no campo, entre os anos de 1845 e 1846 e uma consequente crise econômica, tanto no setor agrícola quanto industrial, preparou o terreno para que, durante o ano de 1848, revoluções de cunho liberal se espalhassem por toda Europa, sendo o primeiro foco na Sicília, e depois para a Hungria, França, Alemanha e Áustria.
A ideologia predominante, e que de certo modo unia todos os movimentos era a de um socialismo utópico (tanto que naquele mesmo ano temos a concepção do famoso "Manifesto Comunista" de Karl Marx e Friedrich Engels). Até mesmo em terras brasileiras os ecos das perturbações que assolavam a Europa se fazem sentir, com a Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco, em 1848.
Nos diversos países europeus, a Primavera dos Povos desenvolveu-se da seguinte maneira:

Itália

Na Itália havia o projeto central de unificação do país, que ocorreria somente em 1861 e que eclipsou tais preocupações sócio-econômicas. A ordem acabou por ser reestabelecida pelas diversas potências que dominavam as diversas regiões do território italiano à epoca, nomeadamente França e Áustria.

Hungria

Na Hungria, como na Itália, as ideias de afirmação e independência nacional acabavam por se igualar e até mesmo superar as preocupações de ordem mais prática. Ocorrem rebeliões no início do ano, e o governo que surge das eleições faz do país um território virtualmente livre do jugo austríaco. A Áustria invade o país, o governo eleito demite-se e a repressão que se segue é duríssima, terminando com as revoltas.

Áustria

Na Áustria, setores da aristocracia rebelaram-se contra a monarquia. Várias revoltas ocorrem, com destaque para a ocorrida em Praga. Em novembro de 1848, o imperador abdica, porém, tal situação será revertida em 1852, com a restauração do regime.

Alemanha

Na Alemanha, havia como na Itália, a questão da reunificação. Área em plena fase de industrialização, as revoltas operárias e camponesas proliferam-se. Chegou-se a elaborar uma nova constituição, mas esta termina por ser rejeitada pelo rei, e a situação termina com poucos progressos em relação à realidade anterior.

França

Na França, o rei Luís Filipe abdica em 1848. A república é proclamada, porém, a instabilidade irá continuar até cerca de 1851, quando, através de um glope palaciano, Carlos Luís Napoleão Bonaparte proclama o Segundo Império Francês, com o título de Napoleão III.
Na maior parte, as revoltas em toda Europa foram controladas, e as mudanças sociais que os movimentos revolucionários tanto ansiavam acabaram sufocadas pela emergente Segunda Revolução Industrial e por uma tênue calmaria econômica, que seria acompanhada de uma calmaria política. Os regimes autocráticos teriam sobrevida até o início da Primeira Guerra Mundial, onde a ordem estabelecida em Viena seria finalmente implodida.

Bibliografia:
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/resumos/primavera-dos-povos.jhtm - UOL Vestibular - Revoluções de 1848
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u54.jhtm

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Cronologia dos principais fatos brasileiros


PERÍODO: Brasil Colônia

1500 – A expedição de Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
1501 – Américo Vespúcio faz uma expedição exploratória na costa brasileira.
1504 – Chegam ao Brasil navegadores  franceses para exploração do território.
1530 – É instituído o regime de capitanias hereditárias por Dom João III. A expedição colonizadora de Martim Afonso chega ao Brasil.
1532 – Fundada a Vila de São Vicente, primeira vila do Brasil por Martim Afonso.
1534 - O Brasil é dividido em capitanias hereditárias. Início da escravização do índio no Brasil.
1543 - A primeira Santa Casa do Brasil é fundada por Braz Cubas.
1548 – Criado  o governo-geral com o objetivo de centralizar a administração da Colônia.
1549 – A cidade de Salvador é fundada.  é constituído o primeiro governo geral do Brasil com Tomé de Souza.
1550 - Inicia a criação de gado no Brasil, com chegada de espécies. Em Salvador chega a primeira leva de escravos vindos da África.
1555 - Os franceses fundam a França Antártica, no Rio de Janeiro.
1562 - João Ramalho torna-se capitão-mor de São Paulo de Piratininga.
1563 – A cidade de São Sebastião (Rio de Janeiro) é fundada por Estácio de Sá. 
1567 - Os franceses são expulsos do Rio de Janeiro.
1570 – A liberdade dos índios é garantida pela Carta régia.
1571 – Decreto de Dom Sebastião determina  que somente navios portugueses transportem mercadorias para o Brasil.
1578 - Francis Drake e outros corsários ingleses exploram pau-brasil no Maranhão.
1580 - Início do domínio espanhol, também chamado União Ibérica.
1584 - Os portugueses dão inicio a conquista da Paraíba.
1585 - O forte em torno do qual cresceu a atual cidade de João Pessoa é construído por Martim Leitão.
1586 – Espanhóis e portugueses tentam, sem sucesso, expulsar os franceses da Paraíba.
1587 - Barcos estrangeiros são proibidos de ancorar no Brasil. O capitão inglês Thomas Cavendish pratica atos de pirataria em São Vicente.
1595 - Lei de Filipe II proíbe a escravização dos índios. Ataque do corsário inglês James Lancaster no Recife.
1596 - Ingleses fundam feitorias no delta do Rio Amazonas.
1599 - Jerônimo de Albuquerque pacifica os portugueses na Paraíba e funda Natal.
1605 - Governo espanhol proíbe que estrangeiros desembarquem no Brasil e nas demais partes do além-mar português.
1612 - Os franceses invadem o Maranhão e fundam a França Equinocial.
1615 - Jerônimo de Albuquerque, Alexandre Moura e Francisco Caldeira apoderam-se do forte de São Luiz do Maranhão, derrotando a França Equinocial.
1616 – A cidade de Santa Maria do Belém, no Paraná,  é fundada por Francisco Caldeira.
1619 - Índios Tupinambás se revoltam, porém são derrotados no Pará.
1621 - O Estado do Maranhão (Maranhão, Ceará e Pará), é criado pela Coroa Espanhola.
1624 – Os holandeses invadem a Bahia; os portugueses estabelecem a resistência.
1625 – Os holandeses são expulsos da Bahia com o apoio da esquadra espanhola.
1630 - Os holandeses atacam Pernambuco e se estabelecem.
1637 – Mauricio de Nassau, governador holandês de Pernambuco, expulsa as tropas luso-brasileiras em direção à Bahia.
1638 - Inicia a expedição de João Dias em direção ao sul do país.

1640 - Procuradores da Capitania de São Vicente expulsam os jesuítas. Chega ao fim o domínio espanhol.
1644 – Ao desentender-se com a Companhia das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau deixa o cargo de governador.
1645 - Insurreição dos luso-brasileiros de Pernambuco contra os holandeses.
1648 - Na primeira Batalha dos Guararapes os holandeses  são derrotados por Francisco Barreto.
1654 - Expulsão definitiva dos holandeses do Brasil.
1661 – Através de tratado de paz os holandeses reconhecem a perda da colônia do Brasil. Aliança com Portugal autoriza o comércio dos ingleses no Brasil e nas Índias.
1669 - Francisco de Mota Falcão ergue o Forte de São José do Rio Negro.
1671 – Através de decreto é liberada a entrada de navios estrangeiros em portos brasileiros.
1674 - Bandeira de Fernão Dias Pais Leme parte em direção ao sertão de Minas Gerais.
1684 - Explode, no Maranhão, a Revolta de Beckman.
1685 - Construídos quatro fortes na região amazônica, ameaçada pelos franceses de Caiena. A Coroa Portuguesa proíbe a produção de manufaturas no Brasil.
1694 - É montada na Bahia a primeira Casa da Moeda. Primeiras notícias de descoberta de ouro em Minas Gerais.
1702 - É criada a Intendência das Minas, tendo como função principal distribuir terras para a exploração do ouro e cobrança de tributos para a Fazenda Real.
1708 – Inicia a Guerra dos Emboabas.
1710 - Deflagrada a Guerra dos Mascates, conflito entre os senhores de engenho de Olinda e os comerciantes de Recife.
1711 – Através de Carta Régia São Paulo é elevada à categoria de cidade.
1713- Através do Tratado de Utrecht; a França aceita o rio Oiapoque como limite entre a Guiana e o Brasil.
1715 – Pelo Tratado de Utrecht; a Espanha concorda em devolver a Colônia do Sacramento a Portugal.
1720 – São criadas as Casas de Fundição. Nesse ano, inicia a Revolta de Vila Rica, em protesto contra a criação das Casas de Fundição.
1722 - Expedição de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que descobriria ouro no sertão goiano.
1727 - Cuiabá  é fundada pelo governador Rodrigo César.
1728 - Descobertas as primeiras jazidas de diamantes em Serro Frio (atual Diamantina).
1729 - Inicia a produção de diamantes no arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, em Minas Gerais.
1737 – Início da ocupação portuguesa do Rio Grande do Sul, voltada para a criação de gado.
1747 – Por alvará régio são confiscados os tipos de imprensa existentes no Brasil.
1750 - Pelo Tratado de Madri, é reconhecido o domínio de Portugal sobre os territórios a oeste do meridiano de Tordesilhas.
1752 - Colonos açorianos chegam ao Rio Grande do Sul; algumas famílias se estabelecem em Porto dos Casais (Porto Alegre).
1759 - Os jesuítas são expulsos do Brasil.
1761 – Através do Acordo do Pardo Espanha e Portugal anulam o Tratado de Madri.
1763 – Transferida de Salvador para o Rio de Janeiro a capital do Estado do Brasil.
1765 - Decretada a derrama, pela qual se obrigava a população mineradora a completar a soma acumulada do imposto devido.
1766 - Inicia o plantio de arroz no Maranhão.
1771 - Começa a funcionar a Intendência dos Diamantes.
1775 – Reunificação dos Estados do Brasil e do Grão-Pará e Maranhão.
1777 – Tratado de Santo Ildefonso entre Portugal e Espanha. A Colônia do Sacramento passa definitivamente para o domínio espanhol.
1777 – Morte de D. José I e ascensão de D. Maria I ao trono português. Pombal é afastado do governo e os rumos da política e administração lusas sofrem uma mudança radical (fase conhecida como “Viradeira”).
1789  – Inconfidência Mineira, primeiro dos movimentos emancipacionistas que caracterizam a crise do Sistema Colonial.
1792 – Execução de Tiradentes.
1798  – Conjuração dos Alfaiates ou Inconfidência Baiana: movimento emancipacionista com participação predominante de elementos populares. Possuía projetos de caráter social, como a abolição da escravatura.
1801 – Os sul-rio-grandenses ocupam o território dos antigos Sete Povos das Missões, então em poder dos espanhóis, aproveitando uma curta guerra entre Portugal e Espanha. O Tratado de Badajoz, firmado entre os dois países nesse mesmo ano, reconhece implicitamente o domínio lusitano sobre aquela região.
– Conspiração dos Suaçunas, conciliábulo de senhores-de-engenho pernambucanos que alguns historiadores insistem em considerar como movimento emancipacionista. Não são aplicadas punições aos supostos envolvidos.
1808 – Chegada de D. João à Bahia, dando início ao PERÍODO JOANINO (1808/21). Carta-régia determina a abertura dos portos brasileiros “a todas as nações amigas”. Fim do “exclusivo” metropolitano e enfraquecimento do Pacto Colonial. Passagem do Brasil para a órbita direta do capitalismo industrial inglês, em substituição ao anacrônico colonialismo mercantilista português.
– Alvará de Liberdade Industrial, revogando as proibições impostas por D. Maria I em 1785. Medida de pouco alcance prático, dada a falta de tecnologia e de capitais no Brasil.
– Instalação da Imprensa Régia e publicação do primeiro jornal brasileiro.
– Criação de escolas de Medicina (primeiros cursos superiores instalados no Brasil) no Rio de Janeiro e em Salvador.
1810 - Início da pressão inglesa para extinção do tráfico negreiro no Brasil.
1815 - Elevação do Brasil à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarves.
1817 – Revolução Pernambucana. Último movimento emancipacionista e o único que chegou ao estágio da luta armada.
1818 - O príncipe regente torna-se rei, com o título de Dom João VI. Criada a colônia suíça de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
1820 - Chega ao Brasil a notícia da Revolução do Porto.
1821 – Fim do absolutismo no Brasil. D. João VI aceita submeter-se à autoridade das Cortes. Juntas Provisórias de Governo substituem os governadores das províncias (nova denominação das capitanias) nomeados pelo rei.
– Por pressão das Cortes de Lisboa, D. João VI retorna a Portugal, deixando o príncipe-herdeiro D. Pedro como regente do Brasil.
– As Cortes exigem o retorno de D. Pedro a Portugal.
1822 – Dia do Fico (9 de janeiro)  - D. Pedro recusa-se a obedecer às Cortes e decide permanecer no Brasil. A partir daí, acelera-se o processo da Independência.
1822 – Dom Pedro proclama a independência do Brasil. (7 de setembro)

PERÍODO: Brasil Império

1822 – Aclamação do príncipe D. Pedro como imperador do Brasil, com o nome de D. Pedro I.

1823 – É instalada, a Assembléia Constituinte encarregada de elaborar a primeira Constituição do Brasil. Choque entre as tendências liberais da Assembléia e o autoritarismo do imperador. D. Pedro I dissolve a Assembléia por meio de um golpe militar.


1824 – D. Pedro I outorga uma Constituição centralizadora: unitarismo (ausência de autonomia provincial), quadripartição de poderes (sendo o Poder Moderador privativo do monarca), voto censitário e subordinação da Igreja ao Estado.
– Confederação do Equador: revolta separatista pernambucana, com características idênticas às da Revolução de 1817. Forte repressão por parte de D. Pedro I.
– Os Estados Unidos reconhecem a independência do Brasil.


1825 – Portugal e Grã-Bretanha (Inglaterra) reconhecem a independência do Brasil.


1826 - Brasil e Inglaterra constituem uma convenção sobre a extinção do tráfico negreiro.


1826 – Morre D. João VI. D. Pedro I é reconhecido como rei de Portugal (D. Pedro IV), mas abdica em favor de sua filha D. Maria da Glória (D. Maria II).


1828 – Chega ao fim a Guerra da Cisplatina entre Brasil e Argentina, resultando em um Tratado de paz onde ambos os países aceitam a independência da Província Cisplatina, com o nome de “República Oriental do Uruguai”.


1830 – Promulgado o Código Criminal.


1831 - É criada a Guarda Nacional.


1834 – Morre em Portugal D. Pedro I.


1835 - Início da Regência Una do padre Feijó. No Pará, deflagrada a Cabanagem; no Sul, a Revolução Farroupilha. Revolta dos Malês na Bahia.


1837 – Feijó renuncia à Regência. O regressista Araújo Lima torna-se regente interino.
Na Bahia, inicia a Sabinada (tentativa de separatismo temporário).


1839 – Garibaldi, um dos líderes farroupilhas, funda em Santa Catarina a passageira República Juliana.


1840 - Dom Pedro de Alcântara tem antecipada sua maioridade e se torna o segundo Imperador do Brasil.


1842 - Revoltas liberais surgem em Minas Gerais e São Paulo. O movimento é sufocado por Caxias, que já vencera a Balaiada e depois pacificaria o Rio Grande do Sul.


1848 – Tem início a Revolução Praieira.


1849 – A cidade de Joinville, em Santa Catarina é fundada por colonos alemães.


1850 - Promulgação da Lei Eusébio de Queiroz, que proíbe definitivamente o tráfico negreiro para o Brasil.


1851 – Tem início a guerra entre Brasil e Paraguai contra Rosas e seu aliado Oribe, ex-presidente do Uruguai.


1852 - O general Caxias comanda forças brasileiras, uruguaias e argentinas que derrotam e depõem Rosas.


1854 – Fundado o novo Banco do Brasil (antiga casa da moeda). Inauguração da primeira estrada de ferro do Brasil.


1856 - Início da construção da primeira estrada pavimentada do país, a União Indústria, ligando Petrópolis a Juiz de Fora.


1865 – Tem início a Guerra do Paraguai.


1866 - O rio Amazonas é aberto à navegação internacional.


1867 - É inaugurada a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.


1870 - Fim da Guerra do Paraguai.


1871 - Promulgação da Lei do Ventre Livre.


1872 - Primeiro recenseamento realizado no Brasil.


1873 - É fundado o Partido Republicano Paulista, na Convenção de Itu, em São Paulo.


1874 - Inicia a corrente imigratória italiana para o Brasil.


1877 – Início do “ciclo da borracha” na Amazônia, utilizando principalmente mão-de-obra nordestina deslocada de suas províncias por uma grande seca.


1884 – O Ceará é a primeira província a extinguir a escravidão.


1885 – Promulgação da Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva–Cotegipe, que emancipa os escravos com mais de 65 anos.


1888  – Abolição da escravidão por força da Lei Áurea.


1889 – Chega ao fim o período do Império.

PERÍODO: Brasil República

1889 – Proclamação da República. Banimento da Família Imperial e formação de um Governo Provisório chefiado por Deodoro.
– Primeiras medidas do novo governo: modificação da Bandeira Nacional, liberdade de cultos, separação entre Igreja e Estado, criação do Registro Civil e secularização dos cemitérios.
1890 – Encilhamento: crise financeira provocada pelo ministro da Fazenda, Rui Barbosa.
1891 - Promulgada a primeira Constituição da República. Deodoro é eleito presidente da República pelo Congresso nacional e Floriano Peixoto vice. Golpe de Estado. Renúncia de Deodoro, após uma série de atritos com o Congresso e uma tentativa frustrada de golpe de Estado. Floriano (o “Marechal de Ferro”) assume a chefia do Estado.
1893 - Tem início a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, estendendo-se a Santa Catarina e Paraná.
1893 – Revolta da Armada no Rio de Janeiro, com participação de monarquistas. Ao se retirarem da Baía da Guanabara, os rebeldes da Armada unem-se aos federalistas no Sul.
1894 –Fim da República da Espada (1889/94) e início da República das Oligarquias (1894/1930).
– Eleição do civil Prudente de Morais para a Presidência da República.
1897 - Prudente de Moraes sofre um atentado. O arraial de Canudos é destruído por tropas federais.
1898 – É eleito presidente da República Campos Sales, idealizador da “Política do Café-com-Leite” e da “Política dos Governadores”.
1903 - Revolta no Acre contra a Bolívia. Plácido de Castro proclama a independência do Estado e meses depois o território é anexado ao Brasil.
1903 – “Revolta da Vacina” no Rio de Janeiro, envolvendo também a insatisfação popular com as más condições de vida e a alta de preços.
1906 - O Convênio de Taubaté propõe soluções para a crise de superprodução do café. Os governos estaduais deveriam comprar e estocar a produção excedente.
1907 - Congresso aprova a Lei de Repressão ao Anarquismo, autorizando a deportação de estrangeiros ligados ao movimento operário.
1908 - Criação da Confederação Operária Brasileira. Chegam ao Brasil os primeiros imigrantes japoneses.
1909 - Morte de Afonso Pena. O vice Nilo Peçanha assume a Presidência. – Candidatura presidencial do marechal Hermes da Fonseca e quebra da “Política do Café-com-Leite”.
1910 - Hermes da Fonseca é eleito presidente e Venceslau Brás vice.
– Revolta da Chibata, reivindicando melhores condições para os marinheiros da Armada.
– Criação do Serviço de Proteção ao Índio (atual FUNAI), chefiado pelo então major Cândido Rondon.
1912 – Campanha do Contestado: destruição, pelo Exército, dos núcleos messiânicos instalados na região da divisa entre Paraná e Santa Catarina.
1914 - Conflito no Ceará contra o governo de Franco Rabelo. Jagunços comandados pelo Padre Cícero e Floro Bartolomeu ocupam Vale do Cariri.
1915 - Anarquistas organizam o Congresso Nacional da Paz em Protesto contra a I Guerra Mundial.
1916 - Fundada a Liga de Defesa Nacional. Fim da Guerra do Contestado.
1917 - Greve Geral paralisa a cidade de São Paulo, Navios alemães torpedeiam navios brasileiros. Em represália, o Brasil entra na guerra.
1918 - Eleições presidenciais. Rodrigues Alves é eleito presidente e Delfim Moura, vice. Gripe espanhola se alastra por São Paulo e outras regiões do país.
1920 - Conflito na Bahia. É decretada intervenção federal.
1922 - Revolta do Forte de Copacabana (Os 18 do Forte), sendo a primeira revolta do movimento tenentista.
- Realiza-se, em São Paulo, a Semana de Arte Moderna.
– Fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), impropriamente conhecido como “Partido Comunista Brasileiro” (denominação oficializada somente no final dos anos 50).
1923 - Crise no Estado do Rio de Janeiro. Intervenção federal.
1924 - Eclode em São Paulo outra revolta tenentista contra o governo federal. Tem início a Coluna Prestes.
1926 - Criação do Partido Democrático, em São Paulo.
1927 - Instituído o voto feminino no Rio Grande do Norte.
1928 - Fundação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP).
1929 - Lançada a candidatura Getúlio Vargas.
1930 – Inicia  no Rio Grande do Sul e no nordeste a Revolução de 1930, dando fim à  Primeira República (ou República das Oligarquias) e início da Era Vargas.
1931 - Cria-se o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Tem início a promulgação de leis sociais.
1932 - Novo Código Eleitoral estabelece o voto secreto e o direito das mulheres votarem e serem votadas.
- Tem início a Revolução Constitucionalista de São Paulo: movimento armado com o objetivo de
apressar a reconstitucionalização do País (tentativa da oligarquia paulista de retomar o poder).
1933 - Instalada Assembléia Nacional Constituinte, eleita por voto secreto e com participação do eleitorado feminino.
1934 - É promulgada a segunda Constituição da República , que incorpora a legislação trabalhista e os recentes aperfeiçoamentos eleitorais; criação dos “deputados classistas” (20% do total).
– Vargas é eleito indiretamente para a Presidência da República, com um mandato de quatro anos.
1935 - Decretada a Lei de Segurança Nacional. Em novembro, ocorre o levante da Aliança Nacional Libertadora (Natal, Recife e Rio de Janeiro). O governo reprime o movimento decretando estado de sítio.
1937 - Uma nova Constituição é imposta ao país. Golpe de Estado de Vargas, com apoio das Forças Armadas e da maior parte dos setores conservadores. Dissolução do Congresso Nacional e outorga de uma Constituição autoritária (a “Polaca”).
– Divulgação, pelo governo, do “Plano Cohen” (projeto de insurreição comunista forjado por um oficial do Exército).
1937 – Fase do Estado Novo, dentro da Era Vargas. Os partidos políticos são extintos e não mais se realizam eleições. Instaura-se uma ditadura e os estados voltam a ser governados por interventores nomeados.
1940 - Governo institui salário mínimo.
1941 - Criação do Ministério da Aeronáutica.
1942 - Alemães torpedeiam navios brasileiros e o Brasil declara guerra à Alemanha e a Itália.
1943  – Entra em vigor a Consolidação das Leis do Trabalho, código trabalhista inspirado na “Carta del Lavoro” da Itália Fascista.
– “Manifesto dos Mineiros” em prol da redemocratização do Brasil.
1944 - Participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), do Exército, e de um destacamento da Força Aérea na luta contra os alemães na Itália.
1945 - Vargas é deposto por um golpe militar. José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, assume interinamente a Presidência da República. Chega ao fim a Era Vargas.
1946 - É promulgada a quarta Constituição da República. Início do governo Dutra.
1947 - O governo Dutra decreta a extinção do Partido Comunista.
1948 - Cassado o mandato dos deputados comunistas.
1950 - Eleições presidenciais. Vitória de Getúlio Vargas.
1951 - Inaugurada a I Bienal Internacional de Artes Plásticas.
1952 - Criada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
1953 - Criação da Petrobrás. E 300 mil trabalhadores reivindicam reajuste salarial.
1954 - O governo concede aumento de 100 % aos assalariados.
- Suicídio de Getúlio Vargas em 24 de agosto.
1955 - Juscelino Kubitschek é eleito presidente da República.
1956 - O governo Juscelino, com base em seu Plano de Metas, empreende diversas realizações desenvolvimentistas.
1960 - Inauguração da cidade de Brasília.
1961 - O presidente Jânio Quadros toma posse em janeiro e renuncia em agosto.
– Crise institucional. A cúpula das Forças Armadas se opõe à posse do vice João Goulart na Presidência. Solução de compromisso: Ato Adicional à Constituição de 1946, instituindo o sistema parlamentarista.
– Posse de João Goulart (“Jango”).
1962 - Criação do Conselho Nacional de Reforma Agrária.
1963- – Referendo restabelece o sistema presidencialista.
– Jango propõe as “Reformas de Base” (agrária, bancária, administrativa, universitária e das Forças Armadas).
1964 - É deflagrado o golpe político-militar que afasta João Goulart (Jango). O marechal Castelo Branco assume a presidência da República. Ato Institucional suspende direitos políticos de centenas de pessoas.
1964 - Fim da República Populista e início dos Governos Militares (1964/85).
1965  – Cassação de vários líderes políticos, sindicais e estudantis, com destaque para João Goulart, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e Leonel Brizola.
– Queda da inflação, que no final do governo Goulart conseguiu o índice de 100% ao ano.
– Após a vitória de candidatos da oposição para os governos estaduais da Guanabara, Minas Gerais e Goiás, o presidente Castelo Branco edita o Ato Institucional nº 2, que extingue os partidos políticos existentes e institui o bipartidarismo, consubstanciado na ARENA (partido da situação) e MDB (partido da oposição).
1966 - Suspensas eleições para cargos executivos, inclusive deputados e senadores.
1967 - O marechal Costa e Silva toma posse como presidente. É promulgada uma nova Constituição Federal.
1968 - Movimentos de oposição são reprimidos com violência.
- O governo edita o Ato Institucional nº5, que concede ao presidente da República poderes excepcionais por tempo indeterminado.
1969 - O governo passa a ser exercido, interinamente, por uma junta formada pelos três ministros militares.
1970 - Oposição ao governo se intensifica com guerrilhas na cidade e no campo. Regime endurece com prisões, torturas e censura.
1972 - Inaugurada a Transamazônica em meio às críticas pela devastação do meio ambiente.
1973 - Médici assina acordo com o ditador Stroessner para a construção da hidrelétrica de Itaipu. O país vive o período do "milagre econômico".
1974 - Inauguradas a hidrelétrica de Ilha Solteira, a Ponte Rio Niterói e o Metrô de São Paulo. Inicio do governo do general Geisel. Em seu governo, tem início a abertura política, que o próprio Geisel define como “lenta, gradual e segura”.
1975 - Brasil entra na era nuclear assinando acordo com a Alemanha.
1977 - Intensifica-se o movimento da sociedade civil em favor da recuperação dos direitos democráticos.
1978 - Geisel inicia processo de abertura. Fim do AI-5. Eleição indireta do general Figueiredo, chefe do SNI.
1979 - Inicio do governo do general João Figueiredo. Aprovada a lei da anistia.
1980 – Libertação dos presos políticos e autorização para os exilados retornarem ao País..
1981 – O governo restabelece eleições diretas para os cargos do Executivo, exceto para presidente da República e prefeitos das capitais e áreas de segurança nacional.
1982 - – Eleições diretas para governador, suspensas desde 1966.
1984 - O país se mobiliza, reivindicando eleições diretas. A Campanha “Diretas-Já” reúne multidões nas principais capitais do País; mas a emenda Dante de Oliveira, que as instituiria, é rejeitada no Congresso.
1985 - Fim dos governos militares  e início da Nova República.
1985 - Em eleições indiretas para a Presidência da República o candidato da oposição Tancredo Neves é eleito o novo Presidente do Brasil, entretanto devido a problemas de saúde não assume e em 21 de abril, é anunciada a sua morte.
1986 - Decretado o Plano Cruzado I e II, destinado a conter a inflação e estabilizar a economia.
1987 - Instala-se a Assembléia Constituinte, sob a presidência de Ulysses Guimarães. A crise econômica se agrava; a inflação não é contida.
1988 - Promulgada a oitava Constituição do Brasil. Cresce a violência no campo e na cidade. - Assassinado no Acre o líder seringueiro Chico Mendes.
1989 - Fernando Collor de Mello é o primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1960.
1990 - Collor lança o Plano Collor I, plano econômico revolucionário, que muda a moeda em vigor e retém, por 24 meses, depósitos feitos em contas-correntes ou em poupanças.
1991 - Retomada escalada da inflação. O governo não obtém apoio do Congresso e a crise econômica se aprofunda. Plano Collor II.
1992 - Sucessivos escândalos abalam o governo Collor. A inflação retoma seu processo de crescimento.
1992 - Fernando Collor renuncia à Presidência pouco antes de sofrer impeachment pelo Congresso, que o declara inelegível por oito anos. O vice-presidente, Itamar Franco, torna-se presidente efetivo.
1993 - Plebiscito popular opta pelo presidencialismo republicano como sistema de governo. Nova reforma cria o cruzeiro real.
1994 - Lançada uma nova moeda, o real. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, candidata-se à Presidência da República e vence.
1995 - A inflação é debelada e o país retoma a confiança. Inicia-se processo de privatizações.
1996 - Governo brasileiro é o principal articulador para o efetivo estabelecimento do Mercosul. Iniciam-se diversas campanhas para projetar um novo país no cenário global.
1997 - A sociedade protesta por reformas sociais, entre elas a Tributária, da Previdência e da Saúde. Governo de Fernando Henrique preocupa-se com a aprovação da emenda para reeleições.
1998 - Fernando Henrique é reeleito e uma nova bancada no Congresso assume em 1999.
2000 - O país comemora os 500 anos do descobrimento.
2000 – A crise econômica da Argentina e a desaceleração global abalam a economia brasileira.
2002 – Vitória do candidato de oposição Luís Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.
2003 - O presidente Lula discursa na Assembléia Geral da ONU propondo a criação de um fundo mundial de combate à fome.
2006 - Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro, passa oito dias no espaço como participante em uma missão russa.
2006 - Luís Inácio Lula da Silva é reeleito Presidente do Brasil.
2007- Início do segundo mandato de Luís Inácio Lula da Silva.              
2008 – Centenário da Cruz Vermelha Brasileira. Centenário da imigração japonesa no Brasil. Bicentenário da Polícia Civil do Brasil.
2009 - Série de escândalos abala a credibilidade do Congresso Nacional. Escândalo do Mensalão no Distrito Federal, escândalo dos atos secretos no senado brasileiro. Pandemia de gripe A (H1N1). Lei anti-fumo entra em vigor.
2010 - Entra em vigor no Brasil, em maio,  o Projeto Ficha Limpa. O projeto visa impedir que políticos com condenação na Justiça possam concorrer às eleições.
2011 - Dilma Vana Rousseff, foi empossada a primeira mulher presidente da República do Brasil.